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A gestão de viagens corporativas no Brasil vive um momento de profunda transformação estrutural. Em um cenário de intensa pressão por eficiência financeira, compliance e decisões orientadas por métricas, o papel do gestor deixou de ser apenas operacional para assumir uma posição altamente estratégica.

Para compreender quem é esse profissional, quais são suas dores e como a tecnologia está redefinindo o mercado, a Paytrack, em parceria com a ALAGEV, desenvolveu o Panorama do Gestor de Viagens no Brasil 2026. A pesquisa, que ouviu mais de 110 gestores do país, trouxe dados inéditos que todo líder de Recursos Humanos, Compras e Financeiro precisa acompanhar.

Confira a seguir os principais insights extraídos do estudo e veja como preparar a sua operação.

O Perfil do Gestor de Viagens no Brasil

O perfil identificado pela pesquisa revela um mercado maduro, sustentado por profissionais experientes. No entanto, esses líderes convivem com rotinas complexas e um alto acúmulo de funções.

  • Liderança Feminina: A gestão de viagens segue sendo uma área predominantemente liderada por mulheres, ocupando 84% das posições.
  • Alta Senioridade: É um setor de profissionais consolidados. Cerca de 43% dos gestores possuem mais de 10 anos de atuação na área.
  • O Desafio da Multifuncionalidade: O gestor raramente atua de forma isolada. Na realidade, 74% dos gestores acumulam outras áreas de responsabilidade além das viagens corporativas, dividindo-se entre RH, Facilities, Compras, Financeiro e Eventos.
  • Alta Qualificação: A busca por especialização é contínua: 55% possuem pós-graduação ou MBA, e 70% contam com cursos e certificações específicas no setor.

Inteligência Salarial e o Gap de Gênero

O estudo trouxe à luz dados cruciais sobre a remuneração da categoria. Embora 61% dos profissionais estejam concentrados em faixas intermediárias de remuneração (ganhando até R$ 8 mil mensais), a análise do nível hierárquico revela onde ocorrem os maiores saltos de remuneração:

Nível HierárquicoFaixa Salarial Predominante
OperacionalAté R$ 5 mil / mês
AnalistaConcentração entre R$ 5 mil e R$ 8 mil / mês
Coordenação / SupervisãoTransição entre R$ 8 mil e R$ 12 mil / mês
GerênciaPredominantemente acima de R$ 12 mil / mês

O Desafio da Equidade

Por outro lado, o relatório evidenciou um ponto crítico: mesmo representando a maioria esmagadora do setor (84%), as mulheres aparecem mais concentradas nas faixas salariais inferiores.

O estudo prova que a desigualdade salarial não diminui com a experiência; ela se amplia. Após 10 anos de atuação no mercado, a disparidade entre homens e mulheres chega a atingir o equivalente a quase uma faixa salarial inteira de remuneração.

Além disso, o teto salarial está diretamente atrelado à responsabilidade financeira: gestores que gerenciam carteiras acima de R$ 20 milhões por ano têm 6 vezes mais chances de ganhar acima de R$ 12 mil do que profissionais à frente de contas menores.

Os Maiores Desafios da Operação Atual

A eficiência não depende mais apenas de negociar tarifas. Quando questionados sobre as principais dores do dia a dia, os gestores apontaram que os desafios se tornaram multifatoriais:

  1. Redução de custos (73%): Continua sendo a principal pressão corporativa sobre a área.
  2. Dificuldade com dados (60%): A falta de informações limpas prejudica a tomada de decisões.
  3. Falta de integração (54%): Sistemas descentralizados que geram retrabalho.
  4. Compliance (52%): Fazer com que o colaborador colabore e siga a política da empresa.

O Paradoxo da Tecnologia e da Maturidade Digital

Aqui reside um dos principais achados do estudo: ter ferramentas disponíveis não significa operar de forma integrada. O mercado brasileiro adota em massa tecnologias isoladas, mas patina na automação de ponta a ponta.

A taxa de adoção de ferramentas é alta: 85% utilizam OBTs (Online Booking Tools) e 68% utilizam BI. Porém, apenas 30% das operações possuem alta ou total automação. Metade dos gestores ainda trabalha em fluxos híbridos (misturando tecnologia com planilhas) e 71% ainda dependem de processos manuais no dia a dia.

Essa falta de confiança no dado manual é avassaladora: 83% dos gestores que operam de forma 100% manual não confiam totalmente nos próprios dados.

Quanto à Inteligência Artificial, embora 91% dos gestores já utilizem algum tipo de IA para produtividade, apenas 7% possuem a IA integrada nativamente às suas ferramentas principais de gestão.

O Impacto Real da Automação nas Dores do Gestor

Os cruzamentos estatísticos do Panorama provam que digitalização e eficiência andam de mãos dadas. Quando a empresa expande o seu stack tecnológico, a rotina ganha previsibilidade.

  • Na Integração: Em empresas que utilizam OBTs, a percepção de falta de integração cai de 78% para 54%.
  • Nos Reembolsos: A adoção de um software especializado de Expense faz a dor com reembolsos desabar de 38% para apenas 21%.
  • Na Maturidade: Em operações de alta maturidade digital, a média de desafios operacionais cai de 4,2 para apenas 2,5 dores ativas.
  • Na Autonomia: Com dados na mão, a dependência exclusiva das diretrizes da liderança executiva cai de 71% para 48%, dando mais autonomia analítica para o gestor.

Prioridades para o Futuro: Para onde o mercado está caminhando?

Com tantos desafios de integração, o mercado já escolheu seu foco de investimento. A transformação digital lidera as intenções:

Prioridade Estratégica para InvestimentoPorcentagem das Empresas
Digitalização e Automação48%
Negociação com Fornecedores23%
Segurança do Viajante10%
Iniciativas Relacionadas a ESG6%

O objetivo das organizações mudou: mais do que automatizar tarefas isoladas, as empresas buscam conectar toda a jornada — do travel ao expense e ao payment — em um único ecossistema, gerando visibilidade completa de ponta a ponta.

Como a Paytrack Resolve o Paradoxo Digital

Os dados do Panorama provam que soluções fragmentadas que não conversam entre si travam o crescimento estratégico da área. É por isso que a Paytrack atua centralizando toda a jornada de viagens, despesas e pagamentos corporativos em uma única plataforma.

Ao eliminar os processos manuais, parametrizar as políticas de conformidade direto no sistema e fornecer dashboards com dados confiáveis em tempo real, a Paytrack reduz em até 40% as dores operacionais da sua equipe. O resultado? Menos tempo conferindo planilhas e mais tempo focado em gerar economia e governança real para a empresa.Se a sua empresa quer sair dos processos parciais e migrar para uma gestão de viagens verdadeiramente inteligente e integrada, fale hoje mesmo com um especialista da Paytrack e conheça as nossas soluções.

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